quinta-feira, 31 de julho de 2008

Vestibular

Arg! É horrível querer escrever alguma coisa e não sair nada. Passar o dia todo malhando o cérebro (com excesso de ácido lático ou não) parece-me que atrofia a garganta ou o coração - ou os dois. Eu tenho vergonha de mim mesma.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Encomenda de galeto pro dia 07/0708

Eu nem anotei a data desse texto, mas acho que o fiz mais ou menos no final do ano passado. Tava arrumando meu quarto dia desses e o encontrei, daí fiz algumas pequenas alterações e achei uma boa idéia botá-lo hoje aqui: [=P]


Passo calmo, mão no bolso e fone no ouvido. Aquela figura de menino, que se aproxima... sem pressa. Mais de perto, um semblante tranqüilo e um sorriso preguiçoso, porém largo. No olhar, o pesar de um poeta: sincero, mas não muito claro. Um instante, uma pausa. Retomemos a caminhada juntos, meu amigo - sinto-me convidada!

Apenas uma imagem, que chega sem pedir licença, e se transforma numa trislegria a que chamam nostalgia.


Obs.: Olha a formiguinha que está rondando a sala com uma faca - Ps.: olha a faaaaaaca!!

domingo, 6 de abril de 2008

bons textos bons -1-

Alô? Testando-ando-ando som.. Oi! Li esse texto recentemente num exercício do curso e como eu tô meio sem tempo de pensar, digo produzir, digo escrever, achei uma boa postá-lo aqui, para livrar meu cantinho (ôti-cuti!¬¬) dessa anóxia:
Era uma vez um pintor...
“Era uma vez um pintor que tinha um aquário e, dentro do aquário, um peixe encarnado.Vivia o peixe tranquilamente acompanhado pela sua cor encarnada, quando a certa altura começou a tornar-se negro a partir - digamos - de dentro. Era um nó negro por detrás da cor vermelha e que, insidioso, se desenvolvia para fora, alastrando-se e tomando conta de todo o peixe. Por fora do aquário, o pintor assistia surpreendido à chegada do novo peixe.
O problema do artista era este: obrigado a interromper o quadro que pintava e onde estava a aparecer o vermelho do seu peixe, não sabia agora o que fazer da cor preta que o peixe lhe ensinava. Assim, os elementos do problema constituíam-se na própria observação dos fatos e punham-se por uma ordem, a saber: 1º- peixe, cor vermelha, pintor, em que a cor vermelha era o nexo estabelecido entre peixe e o quadro, através do pintor. 2º- peixe, cor preta, pintor, em que a cor preta formava a insídia do real e abria um abismo na primitiva fidelidade do pintor.
Ao meditar acerca das razões por que o peixe mudara de cor precisamente na hora em que o pintor assentava na sua fidelidade, ele pensou que, lá dentro do aquário, o peixe, realizando o seu número de prestidigitação, pretendia fazer notar que existia apenas uma lei que abrange tanto o mundo das coisas como o da imaginação. Essa lei seria a metamorfose. Compreendida a nova espécie de fidelidade, o artista pintou na sua tela um peixe amarelo.”
Herberto Helder
--Meu comentário boboca na ficha "massa =D".

domingo, 20 de janeiro de 2008

O andarilho

Era madrugada, o cenário estava pouco claro e a visão estava comprometida. Eu, a solta, caminhava numa rua qualquer da cidade. Eu não estava perto, nem estava longe, não estava indo, nem estava vindo, eu apenas estava, eu apenas andava. Não me recordo o porquê, mas andava. Apesar da noite, eu não sentia frio, apesar de algumas presenças na rua que passavam ao meu lado, eu não sentia calor. O vento não batia, o vento não me seguia, o vento estava parado. As poucas luzes nos postes oscilavam um pouco, enfraqueceram. Foi quando ao longe eu percebi uma pessoa se aproximando em minha direção. Sua forma e seu andar brincavam com as tonalidades cinzentas da escuridão. Mais perto, pude notar que era um homem, o passo rápido e determinado, não demonstrava medo, não demonstrava esperança. Enquanto isso eu andava, eu apenas andava. De súbito, arrancou minha mochila. Eu não acreditei naquilo. O movimento foi brusco. Na verdade, eu não lembrava que a tinha nas costas. Mas por reflexo a agarrei. Havia algumas coisas importantes dentro. Livros, dinheiro, passe-fácil, carteira de estudante... Moço! Deixa ao menos eu pegar a minha chave? Não vai te servir!...
E assim eu fui, agora caminhando, para casa...

sábado, 19 de janeiro de 2008

Exclamação

o que te fizeram ?
qual a sua idade?
o que fizeram?
com essa falta de vontade?

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Êxtase

É preciso a pílula. Ela se faz necessária, indispensável. Ela surge como uma idéia que parte das suas pernas titubeantes para os seus braços trêmulos e se fixa na cabeça. O corpo não agüenta, sua alma está fraca, é preciso a pílula! Escute as vozes que saem de dentro do seu pulmão seco, elas berram. É preciso. Lembre-se de todo aquele contato contínuo com sujeira, aquele bairro perigoso, aquela rua, uma ladeira, aquela casa velha hostil e ao mesmo tempo amiga... A tenha em mãos. Num papel terá escrito "atenção", a droga é forte. Acredite. Seja firme, não hesite. Esqueça a sua mãe, esqueça seus amigos, esqueça os médicos e a sua mulher - eles não sabem o que fazem. Só não esqueça quem você é. Seja frio. Respire fundo e tome duas de uma vez. O resultado é relativamente rápido, a sensação é boa, a excitação contínua. Depois de feito, direcione-se ao Lugar. O efeito é curto, por isso também o seja.
Primeiro, ria e conte a todos o que aconteceu. Ria da preocupação aparente. Ria da hipocrisia e ria dos comentários aborrecidos. Agora, não apenas ria, mas gargalhe como louco. Gargalhe do medo alheio e aproveite o seu período de sandice e despreocupação. Se tiver música, dance e pule com o intuito de meter a cabeça no teto. Gaste todo o seu estoque de serotonina e energia. Canse e caia no chão. A partir daí, pare de fingir, se deite e chore. Não duas lágrimas, esperneie em prantos, urre, deplore-se. Lamente-se com coragem, com sinceridade. Aprecie esse bom momento de infinita compreensão. Ouça as vozes da compaixão e do terror. Interaja e seja ouvido pelo receio e pela aflição. Relaxe, e apenas fale, como um mudo que de repente ganha a voz e deseja gritar tudo aquilo que lhe foi impossível expressar. Não espere ser entendido, mas garanta que tentarão lhe entender. Desentale-se e limpe-se. E acima de tudo, acredite de verdade nos seus sentimentos e ainda recorde-se do quão alucinógena aquela pílula de açúcar era.

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

e tudo muda, adeus velho mundo

O dilema de quem tem blog é eventualmente querer apagar textos antigos - ou ainda querer apagar o blog todo. Eu tava afim de apagar o post anterior devido à minha crise de fanatismo, mas resolvi deixá-lo em respeito e lembrança ao meu sentimento momentâneo. (No final das contas, eu gostei da minha passagem de ano, principalmente por eu não sentir nenhuma estranheza, friozinho na barriga ou vontade de chorar =P Parece que a 'continuidade dos atos' anda me penetrando...)
Alargando a questão para um todo, talvez esse seja o dilema de quem vive ativamente: o passado e o futuro, por o presente caminhar rápido demais. Acerca dessas considerações iniciais e de algumas viagens sobre o tempo que eu fiz durante esse recesso, eu posto um gráfico que exprime parte do que eu penso.
Agora a pergunta que não cala: o que seria o outro ramo da hipérbole? Num momento eu cheguei a pensar na alma gêmea da cada um, mas é melhor meditar mais sobre o assunto. Até porque esse gráfico tá demais filósofico para eu levar a parte matemática a sério... quem disse que a vida é uma hipérbole equilátera?! ^^"
No mais, meu recesso foi razoável, eu não fui prática, mas deu para descansar um pouco. Eu "rompi o ânus" (como diria meu primo podre lipinho) de roupa preta, pra me sentir carregada, coisa que eu preciso para todo 2008 - estar carregada! Vamos lá... hoje, dia 1 de janeiro: que comece a cronometragem!!!
PS.: Créditos ao velho e bom Paint!